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Transtorno de Personalidade Narcisista e o Tratamento da Terapia do Esquema

SPRGS
Publicado por em Eventos · 26 Agosto 2020
Minicurso
Transtorno de Personalidade Narcisista e o Tratamento da Terapia do Esquema
Com Ricardo Wainer
Mediador Leonardo Mendes Wainer

29/agosto, sábado, 9h às 12h
Evento on-line | via Zoom | Check-in pelo Sympla 15 min. antes*

Investimento:
  • Sócios SPRGS: Isentos (contate a secretaria para fazer a inscrição)
  • Profissionais: R$ 45,00
  • Estudantes de graduação: R$ 35,00

Inscrições exclusivamente pelo Sympla: sympla.com.br/sprgs
(encerradas 30 min. antes do horário do evento)

Atendimento on-line da secretaria: secretaria@sprgs.org.br ou whatsapp 51-99527-3920 (em horário comercial)

Vale como horas complementares
Carga horária total: 3 horas
Eixo Temático: Psicologia Clínica- Terapias Cognitivo-Comportamentais

Resumo:
O transtorno de personalidade narcisista apresenta severas repercussões nas vidas destes indivíduos, os quais apresentam padrões globais de arrogância e auto engrandecimento, com perdas significativas na qualidade dos relacionamentos interpessoais devido aos déficits na sua empatia. A Terapia do Esquema é uma abordagem psicoterapêutica empiricamente validade para esta psicopatologia e diversas outras.

Conteúdo a ser desenvolvido:
  • Bases teóricas Da Terapia do Esquema
  • Conceitualização Teórica do Transtorno de Personalidade Narcisista dentro da Terapia do Esquema
  • Princípios e Técnicas da Terapia do Esquema para o Narcisismo

A Terapia do Esquema foi desenvolvida como um avanço da Terapia Cognitivo-Comportamental tradicional de Aaron Beck (Young, Klosko & Weishaar, 2008). A Terapia Cognitivo-Comportamental clássica se mostrava pouco eficaz e limitada metodologicamente no tratamento de psicopatologias da personalidade e em casos crônicos (Cazassa & Oliveira, 2008). E, assim a Terapia do Esquema foi desenvolvida para preencher essa demanda (Wainer et al., 2016). A Terapia do Esquema, um modelo avançado de Terapia Cognitivo-Comportamental, é integrativa em suas bases epistemológicas utilizando-se de conhecimentos da Teoria do Apego (Bowlby, 1979), da Psicanálise, da Gestalt, do modelo das relações objetais e em dados sobre os efeitos do estresse precoce sobre o desenvolvimento humano (Edwards & Arntz, 2012).

Atualmente, a Terapia do Esquema é uma abordagem psicoterapêutica empiricamente validada para diversas psicopatologias da personalidade (Arntz, 2012, Ball, 2007; Bernstein et al., 2012; Kellogg &Young, 2006), transtornos refratários e crônicos - uso de substâncias, transtornos alimentares e conflitos em relacionamentos amorosos (Ball et al., 2005; Carter et al., 2013; Cockram, Drummond & Lee, 2010; Simpson et al., 2010; Wainer et al., 2016). Ainda, a Terapia do Esquema tem sido importante no entendimento da relação entre as vivências infantis e o desenvolvimento da personalidade, em especial com as possíveis disfunções e psicopatologias associadas (Wainer, 2014).  

No Transtorno de Personalidade Narcisista os pacientes comumente funcionam de maneira auto engrandecedora para evitar a conexão emocional com sentimentos aversivos e com seus pensamentos e crenças negativas. O ambiente da infância e da adolescência desses indivíduos é marcado normalmente por manipulações, solidão, isolamento, falta ou limites insuficientes, histórico de vitimização e aprovação condicional. Isso gera, consequentemente, uma maneira de se relacionar com o mundo onde o indivíduo se sente mal quando só, e é agressivo e subjuga outros quando em grupo. O papel do terapeuta do esquema no tratamento dessa patologia, em especial, na relação terapêutica tem o papel de suprimento dessas faltas que o paciente teve, o ambiente terapêutico é validador e reforça a vulnerabilidade quando exposta pelo paciente, também impondo certos limites e apresentando um afeto regular (não instável) (Young, Klosko & Weishaar, 2008).

Segundo Behary (2013), o modelo da terapêutico no narcisismo fala do estabelecimento de uma delimitação de setting. No sentindo em que, para suprir essas necessidades emocionais básicas, é preciso o estabelecimento de fronteiras, reciprocidade e responsabilidade da díade terapêutica. Isso gera um ambiente de tolerância à frustração, que é novidade para muitos sujeitos dessa população. Ainda, implicando o estabelecimento de um contrato terapêutico onde o paciente não se sinta agredido, mas que delimite limites realistas (Behary 2012; Behary, 2013; Young, Klosko & Weishaar, 2008).

- Ricardo Wainer: Psicólogo, Doutor em Psicologia (PUCRS - 2002), Mestre em Psicologia Social e da Personalidade (PUCRS - 1997), Terapeuta do Esquema, com treinamento avançado (New Jersey/New York Schema Institute – 2011), Supervisor credenciado em Terapia do Esquema (International Society of Schema Therapy – 2013), Professor Titular da Faculdade de Psicologia da PUCRS.
Diretor da Wainer Psicologia Cognitiva, Sócio Fundador da Federação Brasileira de Psicoterapias Cognitivas (FBTC)
Sócio Fundador e 1º Presidente (biênio 2010-2012) da Associação Gaúcha de Terapias Cognitivas (ATC-RS), Fundador e Presidente (atual) da Associação Brasileira de Terapia do Esquema (ABTE).

- Leonardo Mendes Wainer: Psicólogo, Especialista em Terapias Cognitivo-Comportamentais (Wainer Psicologia Cognitiva), Terapeuta do Esquema (NYC/ New Jersey Institute of Schema Therapy), Mestrando em Psicologia Clínica (PUCRS).
Coordenador do Comitê de Terapias Cognitivo-Comportamentais da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, 2º Secretário da Associação Brasileira de Terapia do Esquema (ABTE).




Referências Básicas:
  • Wainer, R et al. (2016). Terapia Cognitiva Focada em Esquemas. Brasil: Artmed.
  • Young, J.E., Klosko, J.S. & Weishaar, M.E. (2008). Terapia do Esquema: Guia de técnicas cognitivo-comportamentais inovadoras. Brasil: Artmed.
  • Van Vreeswijk, M., Broersen, J & Nadort, M. (2012). The Wiley-Blackwell Handbook of Schema Therapy: Theory, Research, and Practice. Inglaterra: John Wiley & Sons, Ltd.
  • Behary, W. T., & Dieckmann, E. (2013). Schema therapy for pathological narcissism: The art of adaptive reparenting. Understanding and treating pathological narcissism, 285-300.

Referências Complementares:
  • Andriola, A. (2016). Estratégias Terapêuticas: reparentalização limitada e confrontação empática. In Wainer et al (Eds), Terapia Cognitiva Focada em Esquemas: Integração em Psicoterapia  (pp. 67-84). Brasil: Artmed.
  • Behary, W. (2012). Schema Therapy for Narcissism- A Case Study. In Van vreeswijk, M, Broersen, J & Nadort, M (Eds), The Wiley-Blackwell Handbook of Schema Therapy: Theory, Research, and Practice (pp. 81-90). Inglaterra: John Wiley & Sons, Ltd.
  • Edwards, D., & Arntz, A. (2012). Schema therapy in historical perspective. The Wiley-Blackwell handbook of schema therapy: Theory, research, and practice, 3-26.


*Check-in na sala 15 minutos antes do início do curso, através da página do ingresso no Sympla:
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