Édipo feminino: uma variante do mito ou a especificidade no destino da sexualidade feminina?

Mariana Todeschini Almeida, Morgana M. Saft Tarragó

Resumo


O presente artigo aborda questões acerca da sexualidade feminina a partir da leitura freudiana do complexo de Édipo na menina. As autoras se propõem a investigar nos textos psicanalíticos, freudianos e pós-freudianos, diferenças da estrutura e da travessia edípica de meninos e de meninas, priorizando a forma como é vivenciada pela criança do sexo feminino. O texto inicia com a premissa de que a travessia do complexo de Édipo é universal, do qual nenhuma criança escapa, independente do contexto familiar ou sociocultural em esta que vive. Em seguida, discute questões da origem do psiquismo humano e segue em direção à construção da sexualidade feminina a partir da fase pré-edípica. A relação dual com o objeto primordial – a mãe –, que implanta a sexualidade no bebê, é inevitavelmente abandonada para que a menina passe a buscar, no pai – segundo objeto revestido de investimento libidinal –, aquilo que lhe falta. Dos destinos da sexualidade, abordam-se questões relacionadas à constituição do supereu feminino.


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