A mulher e a dependência química

Que relação é essa?

Autores

  • Ana Paula Farias Cezar Ulbra
  • Tiago Ribeiro Ulbra Guaíba
  • Ingrid Francke Ulbra Guaíba

DOI:

https://doi.org/10.29327/217869.10.3-3

Resumo

O consumo de substâncias psicoativas por mulheres vem aumentando expressivamente nos últimos anos, porém, não acompanha o aumento proporcional de estudos sobre o consumo para esse público ou de procura por atendimentos especializados. Em lugar disso, não somente essas mulheres procuram atendimento tardiamente e em decorrência, muitas vezes, de comorbidades físicas como também são estigmatizadas no meio que estão inseridas. Normalmente, somente depois de inseridas no serviço, revelam o seu uso/dependência química devido ao medo de serem hostilizadas também no ambiente de tratamento. Sendo que essa procura tardia pode ser associada a dificuldade do reconhecimento da dependência em razão dos estigmas a ela associados ou da falta de apoio familiar para o enfrentamento da situação. Foi desenvolvida uma revisão sistemática da literatura buscando entender quais são as principais necessidades desse público e como a dependência química se manifesta neste caso. Dessa forma, foi possível perceber a escassez de artigos que tivessem como foco o atendimento às mulheres e que incluíssem intervenções direcionadas a elas. No entanto, estudos encontrados incentivam os tratamentos humanizados e que se continue pesquisando as necessidades da mulher dependente química a fim de que a mesma receba oportunidade de participar de forma ativa em seu tratamento.

Downloads

Publicado

2021-12-23

Edição

Seção

Artigos