Cuidado paliativo em Neonatologia

Estratégias de enfrentamento da equipe multiprofissional

Autores

  • Cláudia Simone Silveira dos Santos Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA
  • Juliana Guimarães de Alencastro Astarita Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Adriane Gonçalves Salle Hospital de Clínicas de Porto Alegre

DOI:

https://doi.org/10.29327/217869.10.3-4

Resumo

O estudo buscou conhecer as estratégias de enfrentamento dos profissionais de uma unidade de Neonatologia em um hospital público e universitário da região Sul do país, frenteao cuidado paliativo neonatal. Foi uma pesquisa qualitativa, do tipo descritiva, em que 18 participantes da equipe multiprofissional (enfermagem, médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas), com pelo menos 3 meses de trabalho na área, independente da instituição, responderam uma entrevista semiestruturada, entre fevereiro e setembro de 2019, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, atentando para os cuidados éticos. Emergiram quatro categorias: Entendimento e sentimentos frente ao processo de morte de um bebê; Percepção sobre o cuidado paliativo com bebês e familiares; Estratégias de enfrentamento diante do cuidado paliativo neonatal; Pensamentos/percepção sobre a atuação em equipe. Dúvidas e pouco conhecimento sobre o conceito do cuidado paliativo, frequentemente confundido comterminalidade, foram identificados. As estratégias de enfrentamento prevalentes foram o suporte sociale o afastamento. Destacaram-se a necessidade de compreensão sobre o processo de morte de um bebê e o luto, capacitação da equipe em cuidado paliativo, o desenvolvimento da comunicação mais eficaz entre a equipe e criação de protocolos assistenciais para cuidado mais humanizado aos pacientes e famílias.

Biografia do Autor

Cláudia Simone Silveira dos Santos, Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA

Psicóloga da área Materno-Infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Doutora em Ciências da Saúde: Ginecologia e Obstetrícia.

Juliana Guimarães de Alencastro Astarita, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e Atenção Materno-Infantil (HCPA).

Adriane Gonçalves Salle, Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Psicóloga da Área Materno Infantil e da Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Especialista em Psicoterapia de Infância.

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Publicado

2021-12-23

Edição

Seção

Artigos