Vínculo mãe-bebê e trabalho remoto na pandemia da COVID-19

Autores

  • Ana Paula Simeão Faria Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Angela Donato Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Ana Carolina Fioravanti Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.29327/217869.10.3-11

Resumo

Atualmente, a mulher busca manter maternidade e trabalho, convocando o pai a atuar mais nos cuidados dos(as) filhos(as). Conciliar maternidade e trabalho é uma tarefa difícil, pois exige investimento de tempo e de dedicação. Na volta ao trabalho há o rompimento no vínculo, devido às longas horas fora de casa. A separação gera sofrimento que pode influenciar no vínculo mãe-bebê. A pandemia impôs o trabalho remoto, mudando a relação maternidade-trabalho. O objetivo deste estudo foi analisar o impacto dessa mudança no vínculo mãe-bebê de mães que retornaram ao trabalho remotamente. Utilizando método quantitativo, participaram 10 mães profissionais em licença-maternidade, residentes no Rio de Janeiro. Os escores foram analisados para efeito de comparações e de correlações entre os resultados. Os resultados apontaram que o trabalho remoto permitiu que as mães lidassem melhor com a separação do(a) bebê na volta ao trabalho, apresentando satisfação. Os fatores de trabalhar em casa e de maior suporte do marido foram preponderantes para perceberem que o vínculo se manteve estável e saudável. 

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Publicado

2021-12-23

Edição

Seção

Artigos