A revolução do processo: os afetos e o devir revolucionário
DOI:
https://doi.org/10.29327/217869.8.2-7Resumo
Este trabalho caminha pelas conversas sobre resistência, devir-revolucionário e os processos onde escapam as linhas duras de movimentos sociais. Junto das paralisações dos professores do Centro Universitário Metodista em abril e maio de 2018, um movimento estudantil construiu espaços de diferença em uma instituição endurecida e que vêm sofrendo desmanches significativos. Nesse sentido, os objetivos deste trabalho foram mapear os afetos que se engendraram dentro do movimento estudantil, cartografar as linhas de fuga e os devires revolucionários que deram vida a um espaço onde movimentos de luta não costumavam acontecer. Movendo-se por processos cartográficos e genealógicos, a metodologia dá-se por cartografar caminhos que escaparam, que fizeram fugir as linhas duras desse movimento estudantil. Nesse sentido, o texto se torna parte desse processo de resistência também. Ainda assim, é um trabalho feito com arte, criação e invenção; referenciada em uma escrita teatral; não se propõe a trazer grandes verdades nem conclusões; o texto é parte do encontro da autora com o movimento estudantil e com seu processo de escrita, dando vazão para os atravessamentos implicados. O movimento estudantil dentro do IPA construiu processos revolucionários - outros nem tanto -, fez-se grandioso por meios minoritários de resistência, tentou traçar também caminhos cristalizados de linhas duras e fez fugir pela diferença. A esse texto interessa o meio, o entre, a duração, pois, alinhado às perspectivas pós-estruturalistas, sobretudo à filosofia de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Michel Foucault, a revolução não está no produto final, mas no processo.
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