A cultura do estupro no Brasil

Autores

  • Maiara Alberton Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
  • Katia Gonçalves dos Santos Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí

DOI:

https://doi.org/10.61085/2238-9709.2024.v13i1.485

Resumo

Este artigo investiga como práticas sociais e institucionais contribuem para a normalização da violência de gênero no contexto da cultura do estupro, além de analisar como a produção acadêmica brasileira aborda este fenômeno. Foi conduzida uma revisão integrativa de literatura, contemplando estudos publicados entre 2019 e 2024, com base em critérios rigorosos de inclusão e exclusão. A pesquisa identificou 15 artigos que compuseram o corpus final, analisados por meio da abordagem temática. Os resultados destacam três eixos principais: representações midiáticas e culturais, naturalização da violência contra a mulher e desigualdades estruturais vinculadas a estereótipos de gênero. Evidenciou-se que a mídia e outras instituições reproduzem narrativas que legitimam práticas de violência sexual e reforçam papéis de gênero desiguais, tornando a violência de gênero invisível e socialmente aceitável. Além disso, identificou-se a culpabilização recorrente das vítimas e a impunidade dos agressores como fatores que perpetuam a cultura do estupro. O estudo conclui que a cultura do estupro está profundamente enraizada nas estruturas sociais e culturais brasileiras, exigindo esforços articulados entre políticas públicas, ações educativas e transformação de práticas institucionais para enfrentá-la e promover a equidade de gênero.

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Biografia do Autor

  • Maiara Alberton, Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí

    Acadêmica do curso de Psicologia no Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí. Membro do Grupo de Pesquisa em Psicologia (GPPsi) da Unidavi, Rio do Sul, SC.

  • Katia Gonçalves dos Santos, Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí

    Psicóloga (CRP 12/16641), graduada pelo Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - UNIDAVI. Mestra em Psicologia com ênfase em saúde e contextos de desenvolvimento psicológico, pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Formação em Terapia Relacional Sistêmica, pelo Familiare Instituto Sistêmico. Especialista em Docência do Ensino Superior. Psicóloga Clínica, atuando com a abordagem Sistêmica (individual, casal e família). Professora no Curso de Psicologia no Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - UNIDAVI. Professora Colaboradora no Familiare Instituto Sistêmico. Coordenadora do Projeto de Extensão Universitário Bem Viver. Líder do Grupo de Pesquisa em Psicologia (GPPsi). Membro da Diretoria na Gestão 2020-2022 da Associação Catarinense de Terapia Familiar - ACATEF. Pesquisadora no Laboratório de Psicologia da Saúde, Família e Comunidade (LABSFAC) - UFSC. Coordenadora e Psicóloga Responsável do Núcleo de Estudos Avançados em Psicologia - NEAP (Clínica-Escola da UNIDAVI). Membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Psicologia da UNIDAVI. Membro da Comissão Organizadora para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2022 - COPEE. Membro do Colegiado do Curso de Psicologia da UNIDAVI. Membro do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH/UNIDAVI).

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Publicado

31-12-2024

Edição

Seção

Artigos de revisão