Trauma sexual na infância
defesas psicológicas e padrões de repetição
DOI:
https://doi.org/10.61085/2238-9709.2025.v14i2.490Palavras-chave:
Abuso sexual, Defesas do ego, RepetiçãoResumo
As defesas psicológicas decorrentes do trauma sexual na infância fazem surgir a repetição de uma lacuna na linguagem, levando o sujeito a tentar constantemente atribuir significado ao desejo que surge desse vazio. Essas experiências têm graves consequências no desenvolvimento do Eu e são associadas ao conceito de trauma na psicanálise. O método utilizado para estruturação do artigo se enquadra no viés qualitativo. O objetivo central é contribuir com a prática clínica de psicólogos permitindo a percepção do diagnóstico e intervenção, realizar um manejo eficaz focando na singularidade do sujeito, buscar a concordância entre as defesas psicológicas e sua relação causal com os transtornos de personalidade e trauma, citando autores desde o princípio da psicanálise até os tempos atuais, além de periódicos relevantes. Sabendo que a elaboração é uma forma de lidar com a resistência proveniente da repetição não simbolizada, ao repetir, o sujeito rememora eventos e reproduz situações não mediadas pela linguagem. Ao conseguir simbolizar um evento, o analisante tornaria consciente seu comportamento diante do analista, dando a ele a capacidade de elaborar a lembrança, ou a repetição, de forma simbólica, mais propícia a ser articulada com outras ideias inconscientes.
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