Dispositivo materno e os cuidados paliativos perinatais
DOI:
https://doi.org/10.61085/2238-9709.2025.v14i1.568Palavras-chave:
Cuidados paliativos perinatais, Dispositivo materno, LutoResumo
A gestação, embora idealizada como experiência natural, envolve transformações físicas e emocionais que podem gerar ambivalências, especialmente diante de malformações fetais. Nesses casos, o sofrimento psíquico é intensificado pela idealização da maternidade e pela pressão que associa a identidade feminina ao êxito reprodutivo, resultando em culpa e solidão. Este artigo, baseado em revisão teórica, discute os impactos psíquicos do luto gestacional nesses contextos. O conceito de dispositivo materno, de Valeska Zanello (2018), permite compreender como o cuidado e a procriação foram historicamente atribuídos às mulheres. Ressalta-se a importância do letramento em gênero e da comunicação ética na atuação dos profissionais de saúde. Defende-se uma abordagem humanizada, centrada nos direitos reprodutivos, que contemple os cuidados paliativos perinatais e a participação ativa da família nas decisões clínicas. A desconstrução de estereótipos de gênero mostra-se essencial para práticas de cuidado mais sensíveis e inclusivas.
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