É cuidado? Análise do trabalho como estagiário na educação inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.61085/2238-9709.2025.v14i1.576Palavras-chave:
Educação inclusiva, Psicologia escolar, Crianças com deficiênciaResumo
Apenas a partir dos anos 50 a assistência educacional às pessoas com deficiência foi reconhecida explicitamente pelo governo federal, por intermédio da elaboração de propagandas que incentivavam esse debate. Entretanto, uma práxis de educação inclusiva não será assegurada somente mediante portarias que obriguem a presença dos alunos com deficiência dentro das escolas regulares. A inclusão, portanto, só ocorrerá com intervenções congruentes dentro do sistema educacional brasileiro. Crianças com deficiência estão presentes no ambiente escolar, mas questiona-se se elas conseguem subsistir neste contexto. Dito isso, o objetivo dessa pesquisa foi examinar a efetividade do trabalho de estagiários bolsistas que acompanham alunos da educação especial, além da sua relevância para a inclusão e a permanência propriamente dita deste estudante dentro do ambiente escolar. A pesquisa empregou métodos quanti-qualitativos, ao coletar dados mediante um questionário fechado e por entrevistas semiestruturadas. Os resultados da pesquisa demonstram que os estagiários denunciam um sucateamento presente na educação atual, ao diminuir funcionários e, por conseguinte, demandar excessivamente do quadro de trabalhadores vigentes, o que faz com que haja uma sustentação de acúmulo de tarefas, seguida de desvio de cargo e ausência de orientação e supervisão da prática de estágio.
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